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Sistemas construtivos industrializados trazem benefícios, como a redução de tempo de obra e custos, menos desperdício e entulho, maior precisão e ganho de produtividade 

 

O uso de sistemas construtivos industrializados é uma solução para o Brasil avançar na produtividade de construções habitacionais. Uma saída para aumentar em volume, principalmente, as produções padronizadas e em série, como os conjuntos habitacionais populares do programa Minha Casa Minha Vida.    

Segundo o último levantamento feito pela Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc) em parceria com a Fundação Getulio Vargas (FGV), o país apontou déficit de moradias: cresceu 7% em apenas dez anos, de 2007 a 2017, atingindo 7,78 milhões de unidades habitacionais em 2017.  

Antes mesmo da pandemia da Covid-19 o Brasil já enfrentava um gap de falta de produtividade no canteiro de obras, agravado pelo cenário atual. Essa é a avaliação do diretor da S-Form, Alex Nam. A S-Form é fabricante de formas de alumínio e umas das marcas expositoras do Concrete Show.    

Alex Nam explica que as formas de alumínio são uma evolução no sistema construtivo de formas metálicas para a concretagem e alcançou o status de tendência em projetos por ser uma alternativa leve, durável e limpa, que permite a construção monolítica, aplicando a concretagem de lajes, paredes e escadarias de uma única vez.   

“Os sistemas industrializados são uma solução para a demanda habitacional reprimida que temos no País e também para o contínuo crescimento da população em grandes centros urbanos, porque é eficiente para as construções verticalizadas”, diz Nam.   

Ele aponta que, em razão da crise atual gerada pelo coronavírus, a S-Form está flexibilizando opções de locação de sistemas de formas de alumínio como uma possibilidade a mais para os clientes da empresa. “Isso permite viabilizar projetos futuros com menos mobilização de caixa nos próximos meses, uma vez que os custos das formas se estendem em armazenagem e manutenção após as obras”. 

 

Você pode acompanhar a conversa completa com o Alex Nam pelo link:  
https://www.youtube.com/watch?v=zRxoThWU9Jc  

Vice-presidente de Marketing da Abece, o engenheiro Leonardo Braga Passos aponta as medidas que a associação propôs para o Conselho Federal de Engenharia e Agronomia com o objetivo de manter a saúde financeira dos escritórios de projetos e consultorias e dos profissionais autônomos  

 

Os impactos da pandemia da Covid-19 são inevitáveis em todos os setores da economia. A construção civil, um dos principais motores para o crescimento do País, continua ativo com as adaptações necessárias para manter a saúde e a segurança dos profissionais. E para atenuar os problemas que ainda vão surgir e traçar novas estratégias, as associações e entidades de classe são essenciais para guiar institucionalmente o setor e também promover a integração de toda a cadeia produtiva da construção.    

A Associação Brasileira de Engenharia e Consultoria Estrutural (Abece) é um dos exemplos de lideranças que estão agindo para apoiar a classe. A associação, que é uma parceira de longa data da Concrete Show South America, enviou ao Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (CONFEA) uma carta com a proposição de medidas de auxílio ao setor dos profissionais de engenharia e consultoria estrutural.   

Na carta, o presidente da Abece, João Alberto de Abreu Vendramini, enfatiza que o objetivo da solicitação é “garantir a manutenção dos empregos do setor da engenharia e consultoria estrutural, a saúde financeira dos escritórios de projetos e consultorias e dos profissionais autônomos”.   

Uma das medidas propostas é o desconto de 100% no valor das ART’s - Anotação de Responsabilidade Técnica - até dezembro de 2020. “Os escritórios de cálculos de engenharia estrutural emitem um grande volume de ART’s, uma vez que são necessárias para cada serviço prestado. O que representa, em especial para os escritórios pequenos e para os profissionais liberais, um valor de taxas alto que pode prejudicar financeiramente esses profissionais neste momento de instabilidade em razão da pandemia da Covid-19”, explica o engenheiro Leonardo Braga Passos, vice-presidente de Marketing da Abece.   

Entre as outras solicitações estão: suspensão das obrigações financeiras dos profissionais de engenharia e consultoria estrutural pelo prazo de 6 (seis) meses, a contar da presente data; parcelamento, em até seis vezes, dos valores devidos aos CREAS de seus respectivos estados, com vencimento da 1ª parcela para 90 dias após a emissão do boleto para pagamento e a suspensão da aplicação de multa e de juros de mora para casos de empresas de engenharia e consultoria estrutural e profissionais autônomos desse setor que se tornem inadimplentes de parcelas da anuidade, a contar da presente data.   


Home-office - A adoção do home-office foi bem sucedida no escritório central da Abece e também entre os associados da entidade. O vice-presidente de Marketing da Abece diz que a recomendação principal neste cenário é que os escritórios de engenharia fiquem em home-office e que mantenham os empregos de funcionários. “Os projetos estruturais são um serviço executado à longo prazo, então, os escritórios ainda têm uma demanda e a mão de obra necessárias e muito qualificada. É importante manter os profissionais, já em vista de uma recuperação em que as obras de infraestrutura serão fundamentais”.  


A Abece também tem investido em lives com conteúdo técnico para os associados e os demais interessados do mercado. “Estamos adequando a nossa grade de cursos já tradicional para o formato online com as ferramentas do aplicativo zoom e o Youtube”, comenta Passos.  

 

Você pode acompanhar a conversa completa com o Leonardo Passos pelo link: https://www.youtube.com/watch?v=RLugZrW-x8g

Projetor para aplicação de desinfetante tem receptividade do mercado acima da expectativa  

 

O ambiente atual está incentivando as empresas a buscarem formas de reinventar os negócios para continuarem prosperando em meio à turbulência social e econômica causada pela pandemia da Covid-19.   

A ANVI, tradicional expositora da Concrete Show South America, está presente no Brasil desde 1972, com a fabricação e distribuição de equipamentos e máquinas para a construção civil, como misturadores e projetores de argamassa e projetores de tinta.

A empresa está estendendo a linha de equipamentos para atender as construtoras nos protocolos atuais de limpeza e segurança nos canteiros de obras.   

A novidade é um projetor portátil de alta pressão para aplicação de desinfetante. “O equipamento possui uma bomba de projeção portátil de alta pressão para a aplicação de desinfetante, com uma velocidade 10 vezes maior que qualquer outro método, o que permite que o produto penetre com mais intensidade na superfície. A pistola utilizada no equipamento forma um "leque" e o operador aplica a quantidade certa de desinfetante com produtividade e sem desperdício”, explica o diretor da Anvi, Victor Natenzon.   

Segundo o executivo, o equipamento é ideal para a limpeza de locais de convívio e uso comum, como os refeitórios, banheiros, escadarias e portaria. “É um produto novo que teve uma receptividade acima da expectativa, o que demandou até uma reestruturação interna na empresa para atender todos os pedidos, uma vez que, além da produção e entrega, também oferecemos um treinamento presencial para os profissionais responsáveis por manusear o equipamento”, explica Natenzon.   


Colaboradores e cliente -- A ANVI - como todas as empresas no Brasil - está se adaptando ao cenário atual com mudanças internas. “A pandemia é uma situação inédita para a qual não há solução no mundo, estamos todos aprendendo como lidar dentro do ambiente da empresa. Por isso, reunimos nossas lideranças com muita transparência para definir os próximos passos.  As primeiras prioridades foram o cuidado com a saúde e segurança dos colaboradores e a relação com os clientes para estarmos preparados para continuar o atendimento de forma segura, uma vez que a atividade de construção não parou”, diz o diretor da Anvi.  

Na prática, Natenzon aponta que foi criada uma força-tarefa para, em poucos dias, possibilitar que todo o backoffice da empresa pudesse ser acessado remotamente, liberando os colaboradores dos escritórios para trabalhar no regime home-office. Já para aqueles que permanecem presencialmente nas fábricas foram adotadas medidas como o distanciamento social, horários diferenciados de almoço, disponibilização de álcool gel e a limpeza dos ambientes.  


Você pode acompanhar a conversa completa com o Victor Natenzon pelo link:  https://www.youtube.com/watch?v=BdOgFAuq2T4 

Arquitetura minimalista e praticidade e experiência digital do consumidor devem ser os pontos de atenção para os profissionais ligados à indústria imobiliária  

 

As previsões sobre qual será o ‘novo normal’ do brasileiro no pós-pandemia da Covid-19 ainda são apenas palpites educados em todos os setores da sociedade. Na indústria imobiliária a aposta é na adequação dos imóveis para seguir as tendências na mudança de comportamento que estão surgindo e no formato de atendimento ao cliente.      

Para o vice-presidente de Tecnologia e Sustentabilidade do Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP) e CEO da Tarjab Incorporadora, Carlos Borges, muitos projetos já começam a ser revistos para repercutir na arquitetura as mudanças que estão surgindo - até mesmo antes da pandemia - no sentido dos hábitos de consumo, na percepção de nossa casa e nas relações de trabalho.  

“Nos apartamentos residenciais, o que as pessoas mais buscam é a praticidade para a manutenção e limpeza dos ambientes, o que deve se intensificar com a nova realidade, de mais independência nas tarefas domésticas. Também a adoção do home-office, em razão do isolamento social, levantou uma dedicação ainda maior aos espaços de escritórios em casa nos quesitos de iluminação, ventilação e acústica”, aponta Borges que acredita ainda que espaços de convivência pensados para ajudar na descompressão da rotina diária em casa são essenciais. “A neurociência aplicada à arquitetura das áreas de convivência com a presença de áreas verdes, por exemplo, é uma tendência”, diz.  


Experiência digital e presencial - Outro aspecto que deve refletir um novo momento é no atendimento ao cliente, ao integrar a experiência digital e presencial. “No mundo digital ou você está presente ou você não existe. Portanto, o movimento que já acontecia com o emprego de inteligência artificial, big data, digitalização de documentos e a realidade virtual será acelerado radicalmente”, diz Borges.   

Ele aponta um aspecto que está mostrando resultados positivos: o inbound marketing. “A pré-venda com a captura de leads cirurgicamente para atingir o público-alvo, seguida pela oferta de conteúdo relevante até o momento que o cliente já está ‘maduro’ para encaminhar para ao profissional de venda é uma ferramenta que respeita a jornada do cliente e potencializa os resultados de venda. É tudo parte de uma etiqueta digital”.    

Para o vice-presidente de Tecnologia e Sustentabilidade do Secovi-SP, o ‘novo normal’ será um mundo diferente do que temos hoje, que exigirá uma capacidade rápida de adaptação das empresas para entender como serão as novas concepções de produtos e o atendimento e o relacionamento com o consumidor. “Não sabemos exatamente o que acontecerá, portanto, a palavra de ordem é navegação. Estamos em uma tempestade, com uma nuvem de fumaça à frente, então nossa mão tem que estar no timão, preparada para redirecionar os negócios assim que aparecerem os primeiros clarões”, afirma.   


Cenário em São Paulo -- O Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP) está em tratativas com as autoridades municipais visando fixar as normas e os protocolos para a retomada consciente do atendimento ao público em estandes de vendas e escritórios das empresas de compra, venda, locação e administração de imóveis, condomínios e shoppings centers.  

A expectativa do mercado imobiliário, que surfava uma onda de retomada depois de anos de retração, é manter os planos de lançamentos de imóveis agora no segundo semestre, uma vez que as obras não sofreram alterações, a atividade de construção civil foi mantida no Estado de São Paulo.  

Utilização de combustíveis alternativos em substituição às matérias-primas oriundas do petróleo no processo de fabricação de cimento é uma das alternativas    

 

A pandemia da Covid-19 permitiu um novo olhar ao efeito que as ações do homem têm no meio ambiente. Logo nas primeiras semanas da quarentena na cidade de São Paulo, os paulistanos puderam observar um céu mais azul, a reação natural entre a atmosfera limpa e a luz solar, ou seja, a diminuição da poluição atmosférica. Por causa da ausência humana em praias na Flórida, nos Estados Unidos, e na Tailândia, a presença de ninhos de ovos da tartaruga-gigante, uma espécie em extinção, voltaram a aparecer na praias.   

Em Veneza, na Itália, as águas nos canais ficaram cristalinas e, na Índia, a cordilheira do Himalaia ficou visível pela primeira vez em 30 anos ao norte do país. Não há como prever corretamente quais mudanças ambientais resistirão no mundo pós-pandemia, mas é possível pensar na aceleração de algumas medidas que visam amenizar problemas atuais como a utilização de novas matrizes energéticas e o consumo consciente.   

Um exemplo é uma iniciativa que visa impulsionar a captação de energia a partir de rejeitos depositados em aterros sanitários. O Brasil em 2018 produziu 79 milhões de toneladas de lixo, segundo o panorama dos Resíduos Sólidos no Brasil 2018/2019, lançado pela Associação Brasileira das Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe).   

E, conforme estimativas do relatório, a tendência de crescimento na produção de resíduos deve ser mantida nos próximos anos - o País alcançará uma geração anual de 100 milhões de toneladas por volta de 2030. O que agrava ainda mais a situação é que 40% dos resíduos são descartados em locais inadequados.   

A assinatura do Acordo de Cooperação para Recuperação Energética de Resíduos foi firmada entre o Ministério do Meio Ambiente e quatro entidades:  a Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP), a Associação Brasileira de Empresas Tratamento de Resíduos e Efluentes (Abetre), a Associação Brasileira do Biogás (Abiogás) e a Abrelpe.  

Segundo o ministério do Meio Ambiente, o acordo contribuirá para eliminar lixões, criar maior proteção do solo e da água, economia de espaço urbano, geração de energia mais barata, menos pressão sobre recursos naturais, emprego e renda no setor de recuperação energética e controle de pragas e focos de vetores de doenças.  


Indústria do Cimento  
A indústria do cimento é um dos setores que apresenta potencial para reduzir as emissões de gás carbônico (CO²) com o coprocessamento, que é a utilização de combustíveis alternativos em substituição às matérias-primas oriundas do petróleo (coque) no processo de fabricação de cimento.   

Em recente live, o presidente da ABCP e do SNIC, Paulo Camillo, abordou o assunto com o diretor da feira de negócios Concrete Show South America, Hermano Pinto Júnior. Na ocasião, Camillo falou sobre um estudo concluído no ano passado, o Roadmap Tecnológico do Cimento, que propõe alternativas técnicas: adição de novos ingredientes, que tornem a composição do cimento menos agressiva ao meio ambiente; o aumento da eficiência energética, possibilitando menos gasto de energia no processo produtivo; e o investimento em tecnologias para captura do carbono gerado durante o processo.  

“Vamos ter um mundo diferente após a pandemia e, certamente, até por uma visão estratégica de planejamento, o Brasil e outros países irão buscar uma auto suficiência em pilares importantes como a energia. E a indústria do cimento está em busca de estar preparada para a concorrência com novos produtos e materiais e para oferecer uma segurança maior e a contribuição para mitigação dos efeitos prejudiciais ao planeta”, disse Camillo.    

O presidente da ABCP e do SNIC, em reportagem do portal da ABCP, afirmou que a recuperação energética de resíduos reduz passivos ambientais, apoia a geração de empregos e contribui com a saúde pública.   

No caso da indústria do cimento, especificamente, os resíduos podem substituir parte do combustível fóssil – e dolarizado – que alimenta a chama dos fornos, transformando argila e calcário em clínquer (matéria-prima do cimento).   

“Hoje, apenas 17% da energia térmica para essa finalidade vêm de fontes alternativas ao coque (matérias-primas oriundas do petróleo)”, observa o presidente da ABCP. “Utilizando o lixo, as companhias poderão substituir até 80% do combustível usado hoje no processo produtivo”, completou. 

 

Você pode acompanhar a conversa completa com o Paulo Camillo pelo link: https://www.youtube.com/watch?v=k87Dnb9mqD0 

Incentivo da utilização de pavimentação de concreto na malha urbana e nas rodovias é o projeto defendido pela Abesc para os próximos anos 

 

O Brasil é um dos países latino-americanos que menos usa o pavimento de concreto nas vias urbanas das cidades e rodovias. Com o objetivo de mudar esse perfil, a Associação Brasileira das Empresas de Serviços de Concretagem (Abesc) - em parceira com outras associações do setor - pretende lançar no próximo mês a elaboração de um projeto que visa incentivar os pavimentos urbanos feitos à base de concreto ao invés de asfalto.     

“Em países como a Argentina e o Chile, a malha de concreto corresponde a 60% e 50%, respectivamente. No Brasil, esse número é quase zero. O concreto traz inúmeras vantagens que vão da economia de combustível e maior segurança na frenagem de veículos à melhor reflexão da iluminação pública e redução de ilhas de calor”, explica o presidente da Abesc, Jairo Abud, que acrescenta ainda:”o fator econômico e a durabilidade também estão entre os pontos a favor, o custo inicial do concreto já é menor que o do asfalto e o final também, uma vez que a vida útil do concreto chega a 30 anos, contra 10 do asfalto”.      

Abud aponta que os primeiros passos no desenvolvimento do projeto de pavimentos de concreto é a elaboração de um conjunto de práticas recomendadas com normas técnicas, a disponibilização de conteúdos gratuitos para a formação de projetistas de pavimentação - que será realizado por um canal de Youtube da associação - e a habilitação de empresas e cooperativas que poderão executar as obras.    

Produtividade com a concretagem -- Outro aspecto defendido pelo presidente da Abesc é que as empresas de concretagem podem contribuir para aumentar a produtividade nas obras. Segundo ele, apenas 20% do cimento produzido no Brasil é escoado por concreteiras, um percentual que chega a 80% em países desenvolvidos como a Alemanha.   

“Isso acontece pelo baixo nível de industrialização da construção civil no nosso País. O concreto dosado em central (distribuído pelas concreteiras) aumenta a produtividade no canteiros de obras e oferece menos riscos aos trabalhadores em razão da condição insalubre que é fazer o concreto no local”, afirma.  Para aumentar a produtividade nas obras também é recomendado o uso do concreto autoadensável, que tem como característica a capacidade de preencher os espaços da forma sem qualquer tipo de interferência ou vibração. Abud afirma que a relação custo-benefício do concreto autoadensável é favorável, uma vez que o custo mais elevado é compensado pela produtividade, com a possibilidade de construção de um ou mais pavimentos por dia.     

Neste sentido, outro item que precisa ser avaliado, segundo o presidente da Abesc, é o bombeamento do concreto que deve ser negociado pelo construtor para aproveitar o máximo de agilidade na prestação do serviço.    

A produtividade de uma obra também está ligada às inovações que as empresas de concretagem trazem para o mercado. Jairo Abud, comenta que, entre as inovações já presentes no mercado, estão a dosagem eletrônica que diminui a interação do operador com o concreto e os softwares de controle de programação do concreto que otimizam as viagens das frotas de caminhões betoneiras.  

“Uma inovação que fez sucesso na edição passada do Concrete Show South America foi o  caminhão betoneira em inox, apresentado por associadas da Abesc. O caminhão é mais leve e durável, com uma redução de 2,4 toneladas no peso total do veículo, além de mais eficiente com o aumento na capacidade de concreto dentro do balão”, finaliza Abud.  


Abesc - Fundada há 35 anos, a Abesc tem como associadas empresas de concretagem e fornecedoras de equipamentos, materiais e insumos utilizados no preparo, transporte e lançamento do concreto dosado em central. É uma associação direcionada para a evolução dos serviços de concretagem, impulsionada para a investigação de novas tecnologias, promotora de eventos, difusora de informações tecnológicas, focada no desenvolvimento da engenharia brasileira para ser reconhecida nacional e internacionalmente. 

Edital da Finep de R$ 50 milhões oferecerá apoio a projetos de inovação. A tecnologia 4.0 para o setor da construção pode revolucionar o canteiro de obras    

 

A construção civil é um dos principais motores da economia no Brasil e no mundo, responsável pela geração de milhões de empregos diretos e indiretos. Portanto, é um setor desafiado continuamente pela busca de melhores níveis de eficiência, competitividade e produtividade. Neste sentido, as inovações em tecnologia tornaram-se indispensáveis para revolucionar o canteiro de obras e toda a cadeia ligada à construção.   

Com o intuito de fomentar a pesquisa e o desenvolvimento da tecnologia 4.0, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI) e a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) lançaram, no último mês, um edital de subvenção econômica, no valor de R$ 50 milhões, para apoio a projetos de inovação envolvendo essas tecnologias. 

Em uma live do Assuntos Concretos, projeto de conteúdo nas redes sociais do Concrete Show South America -  evento que reúne em São Paulo toda a cadeia produtiva do cimento, concreto e da construção civil na América Latina -, o gerente do Departamento Regional do Sul (DSUL) e Superintendência de Inovação da Finep, João Florêncio, explicou como funcionará a seleção e a importância para a construção civil. 

“O objetivo do edital é habilitar o Brasil no desenvolvimento de tecnologias 4.0, porque o país precisa ser mais competitivo globalmente em termos de tecnologia e menos dependente das inovações vindas do exterior. Por essa razão, a seleção é focada exclusivamente na criação das tecnologias 4.0 e não na implantação”, afirmou Florêncio.  

Ele destaca que o edital contempla quatro áreas temáticas: Agro 4.0 (agricultura, pecuária de precisão e sistemas transversais à agricultura e pecuária), Cidades Inteligentes (logística urbana, segurança pública, saneamento ambiental, e monitoramento de desastres naturais); Indústria 4.0 (processos 4.0, virtualização de ambientes, e máquinas e equipamentos 4.0); e Saúde 4.0 (sistemas de predição, monitoramento remoto, telemedicina, gestão hospitalar, e prevenção e controle de epidemias).  

“Serão aplicados R$ 15 milhões nos temas Agro 4.0, Indústria 4.0 e Saúde 4.0, e R$ 5 milhões nos temas relativos a Cidades Inteligentes. Podem candidatar-se empresas brasileiras com faturamento, em 2019, superior a R$ 360 mil”, explicou Florêncio, que acrescentou: “O valor mínimo da subvenção, por projeto, é de R$ 500 mil e o máximo, R$ 5 milhões e será obrigatória a apresentação de uma contrapartida financeira”. 

Para o gerente do Departamento Regional do Sul (DSUL) da Finep, a oferta de tecnologias 4.0 no mercado beneficia, principalmente, a produtividade e a segurança no setor de construção civil. “Softwares de BIM (Building Information Modeling), que promovem a interação rápida em todos os envolvidos na obra e a manufatura 3D, com a produção de peças específicas dentro do próprio canteiro, são alguns exemplos de tecnologias que aumentam a produtividade. No quesito de segurança, sensores e outros mecanismos para o controle de acesso a áreas de risco e o uso de equipamento de proteção individual dentro do canteiro de obras”, disse Florêncio.      

Segundo ele, o desafio para empresas brasileiras em geral é a interação no mercado para saber onde buscar as iniciativas de inovação de tecnologia 4.0. Outro entrave é o retorno financeiro. “Os recursos destinados à inovação são investimentos de médio e longo prazos. Neste ponto, o Finep é um aliado, porque temos várias linhas de crédito com taxas reduzidas de 5% a 8% ao ano e com carências de dois a quatro anos. Ou seja, tempo suficiente para implantar a tecnologia e ter retorno financeiro para a amortização”.     

Florêncio lembra que a Finep concede recursos reembolsáveis e não-reembolsáveis a instituições de pesquisa e empresas brasileiras. O que pode beneficiar também as startups voltadas para a construção, construtech, já que a financiadora oferece linhas de apoio específicas com valores de até R$ 1,2 milhão.  


Mais informações do edital de subvenção econômica -- As propostas de submissão de projetos de inovação referentes às tecnologias 4.0 devem estar acompanhadas de um Plano de Negócios contemplando o planejamento em todas as fases, considerando a estratégia, descrição, planejamento e execução dos investimentos produtivos, desde as etapas de pesquisa e desenvolvimento, até a inserção no mercado e comercialização de produtos. 

As propostas deverão contemplar ao menos uma tecnologia habilitadora, tais como 5G, Internet das Coisas (IoT), Inteligência Artificial, Robótica Avançada, Computação em Nuvem, Realidade Aumentada ou Manufatura Aditiva. Serão apoiados projetos que apresentem níveis de maturidade tecnológica de 3 a 7, os chamados TRLs (Technology Readiness Levels).  

Essas propostas deverão ser encaminhadas à Finep/MCTI por meio eletrônico até o dia 27 de julho, quando se encerra a chamada do edital. Para isso, é necessário preencher o Formulário de Apresentação de Proposta (FAP), disponível no sítio da Finep. O resultado preliminar está previsto para meados de outubro deste ano, ao passo que o resultado final, considerando a análise de recursos, a partir de novembro próximo. 

Executivos do setor concordam que o crescimento da indústria de cimento está ligado diretamente à habilidade do Governo Federal de executar um planejamento organizado do setor de infraestrutura no Brasil   

 

A indústria de cimento precisa de estabilidade para crescer nos próximos anos. Este é o consenso entre os executivos do setor que julgam indispensável um planejamento de ações coordenadas na infraestrutura do País para alavancar a construção civil após a pandemia da Covid-19 e assegurar um crescimento sustentável e contínuo à médio e longo prazos.       

Para o CEO da Cimento Mizu, Roberto de Oliveira, a situação atual com a pandemia da Covid-19 será superada, assim como outras crises que aconteceram em anos passados, mas o que o País necessita é de uma visão de crescimento contínuo. “Por quantos anos queremos crescer? É a pergunta que temos que fazer. Precisamos, no Brasil, das reformas tributária, administrativa e política, que irão oferecer segurança para potenciais investidores nacionais e internacionais ao longo dos anos. Com as reformas devidamente implementadas, podemos atingir um patamar contínuo de crescimento, uma perspectiva de crescer 3% ao ano nos próximos 50 anos”, diz Oliveira.     

O CEO da Cimento Nacional, José Eduardo Ferreira Ramos, concorda que as reformas e a estabilidade jurídica são questões indispensáveis para o planejamento do País de forma mais organizada. Para ele, a carência de infraestrutura é enorme no Brasil inteiro e a pandemia escancarou as diferenças sociais e tornou ainda mais radical a necessidade de ações coordenadas do Governo Federal neste sentido. “A indústria de cimento está associada a qualidade de vida, uma vez que está inserida na efetiva execução de obras para suprir a falta de saneamento básico em diversas regiões e o déficit habitacional, por exemplo”, afirma.   

Já o presidente da Cimento Apodi, Emmanouil Mitsou, lembra que o Brasil, como um país em desenvolvimento, tem um potencial que ainda não foi atingido. “O consumo per capita de cimento no Brasil é de 260 kg, quando a média mundial é de 500 kg, número que sobe ainda mais para países em desenvolvimento. Só na China, por exemplo, o consumo chega a 1.200 kg  per capita”, pontua.   

A dúvida entre os executivos é qual será o real impacto pós-pandemia no setor, porque os efeitos não foram sentidos ainda no mercado de vendas. Com o setor da construção civil em atividade, a venda de cimento a granel por meio das concreteiras está aquecida e o cimento ensacado também mantém números favoráveis em razão da autoconstrução.   

O levantamento do Sindicato Nacional da Indústria do Cimento (Snic) mostra que as vendas de cimento cresceram 3% em maio, na comparação anual, somando 4,8 milhões de toneladas. Entre janeiro e maio, houve uma queda de 0,3% em relação ao mesmo período de 2019. Segundo o Snic, os números estão sob o efeito da continuidade das obras imobiliárias formais, dos reflexos das medidas de auxílio emergencial familiar por parte do governo, além do uso de reservas pessoais para pequenas obras e reformas. Tais fatores, somados a uma inflação baixa, têm sustentado a massa salarial que, aliada ao fato de as pessoas permanecerem mais em casa, impulsionou a chamada autoconstrução, realizada pelo proprietário.  

Portanto, o futuro está ligado diretamente à recuperação do País, porque o consumo de cimento reage intensamente à variação do PIB nacional e às taxas de desemprego. Um período de volatilidade é aguardado, mas não é possível prever a dimensão hoje. 

 

O que irá mudar com o avanço da adoção da tecnologia no canteiro de obra? Quais são as expectativas que a inovação trará para o setor da construção civil? Como profissionais, construtoras e demais empresas do ramo podem melhorar a produtividade com as novas tecnologias do setor? Para falar sobre esses assuntos acontece nesta quinta (18), às 17 horas, um webinar com o tema “Tecnologia no Canteiro da Obra”.  

A conferência online irá unir as comunidades dos eventos Concrete Show South America, único evento da América Latina a reunir toda a cadeia produtiva do concreto e Futurecom, plataforma de conteúdo e relacionamento do ecossistema de tecnologia.  

O encontro será moderado por Hermano Pinto Júnior, diretor de ambos os eventos e traz como painelistas: Caroline Machado de Abreu, Head de Inovação da Camargo Corrêa Infra; Flávio Vidal, Gestor Executivo de Inovação da MRV; Giseli Anversa, Lead Product Manager da Sienge e Ivan Alberti Andrzejewski, Head of Software na Ambar.  


Para acompanhar o webinar, as inscrições são realizadas pelo link: 
https://www.youtube.com/watch?v=3UHB4QnB_ts

 

Sobre o Concrete Show - www.concreteshow.com.br 

Único evento da América Latina a reunir toda a cadeia produtiva do concreto, o Concrete Show chega à 13ª edição em 2020. Realizado há mais de 12 anos, reúne, anualmente, mais de 350 marcas expositoras ao longo de três dias de evento, com soluções de mais de 50 segmentos: desde equipamentos para terraplenagem, canteiros de obras e projetos estruturais, até tecnologias de ponta para a cadeia produtiva do concreto. Reconhecido como um dos mais importantes pontos de encontro da construção civil, neste ano o evento já tem data marcada e acontece de 24 a 26 de novembro no São Paulo Expo, em São Paulo (SP), organizado pela Informa Markets - que em junho de 2018, tornou-se o grupo líder em serviços de informações B2B e o maior organizador de eventos B2B no mundo.  


Informações para a Imprensa: 
Coletivo da Comunicação 
Valeria Bursztein 
+55 11 9 9104-2031 
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Arucha Fernandes  
+55 13 9 9768-3476 
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Reinvenção da construção civil por meio de inovações tecnológicas é a chave para a eficiência produtiva, ganho em competitividade e o crescimento do setor 

 

A construção civil é um dos setores menos digitais do mundo, segundo o Índice de Digitalização do McKinsey Global Institute. O que gera um problema persistente de produtividade que pode ser contornado com o investimento em inovações e tecnologia. A revolução tecnológica do setor, com a Construção Civil 4.0, é um dos caminhos para a recuperação dos índices de crescimento, que devem ser afetados novamente de acordo com as previsões econômicas impactadas pela pandemia da Covid-19.     

Algumas construtoras saíram na frente e adotam cada vez mais ferramentas para melhorar os resultados em termos de eficácia na produtividade, segurança e redução de custos. A Camargo Corrêa Infra, expert na atuação em obras de alta complexidade de infraestrutura, aposta nos projetos de plataformas colaborativas para aumentar a produtividade e diminuir as distâncias entre os escritórios da empresa e os canteiros de obras.   

“Os profissionais nos canteiros de obras compartilham dados por meio de smartphones e tablets, o que permite o acompanhamento dos planos de execução da obra em tempo real e a identificação e solução de possíveis falhas. Outro ponto de inovação é a automatização dos equipamentos para mitigar a interface de homem e máquina, reduzindo os riscos de acidentes”, afirma a head de Inovação da Camargo Corrêa Infra, Caroline Machado de Abreu.   

Caroline lembra do histórico pioneiro de inovação da empresa que, por exemplo, foi a responsável por trazer a tecnologia shield ao Brasil, equipamento utilizado para escavações em linhas do metrô em São Paulo, conhecido como “tatuzão” e, mais recentemente, a aplicação da metodologia de utilizar nitrogênio líquido na concretagem. Este último, apresentado como um case de sucesso na edição passada do Concrete Show South America.   

A construtora MRV, que tem 40 anos de atuação e é líder no mercado residencial, tem intensificado a busca por inovações. O gestor executivo de Inovação da MRV, Flávio Vidal, explica que, há cerca de cinco anos, a MRV estabeleceu uma mudança de mindset para transformar a construtora em uma construtech de grande porte, com o investimento em transformações digitais nos processos construtivos e soluções com foco na experiência do cliente.  

“A MRV quer ser protagonista no novo mundo que estamos construindo, impulsionado por inovações. Inauguramos no final de 2019 um LAB dentro da sede da empresa para a criação e aceleração de projetos e idealizamos, em conjunto com parceiros, o hub Orbi Conecta, um espaço de fomento ao empreendedorismo. Neste mês, lançamos também um centro de inovação e pesquisa com sede em Belo Horizonte, Minas Gerais”, diz Vidal.   

Para ele, a evolução do Building Information Modeling (BIM) ou modelagem de dados de construção é a espinha dorsal da transformação digital da construção civil. O software de modelagem virtual é usado em todo o ciclo de vida da construção de um empreendimento, com todas as informações relevantes da obra integradas em uma única plataforma.    

“A informação confiável coletada pelo BIM do começo ao fim da gestão de toda a cadeia de construção é fundamental. O BIM é a base para a aplicação de outras tecnologias como impressão 3D, inteligência artificial e robotização, por exemplo”, afirma Vidal.    

A head de Inovação da Camargo Corrêa Infra concorda com a avaliação e comenta que a empresa fechou uma parceria com o Instituto de Engenharia para a realização de um curso de especialização em BIM, que é aberto a todos os profissionais das áreas de engenharia, arquitetura e construção no Brasil. “O objetivo é promover a transformação do setor com a cadeia inteira trabalhando com o BIM no mesmo nível de conhecimento para todos”, diz Caroline.    

No ano passado, um decreto assinado pelo então presidente Michel Temer determinou que, a partir de 2021, o uso dessa ferramenta será obrigatório em várias etapas do empreendimento. Segundo o texto, até 2028 a digitalização deve estar completamente disseminada na construção civil.  

Tecnologia para o canteiro de obras - De olho no setor de construção civil, empresas especializadas em tecnologia estão desenvolvendo soluções voltadas para a gestão de obras. A lead Product Manager da Sienge, Giseli Anversa, aponta que a adoção de tecnologias no setor de construção exige paciência. “O que percebemos nos nossos clientes é que os resultados positivos são escalados gradualmente no início, portanto, é importante que na fase de adaptação os profissionais sejam persistentes para a mudança de paradigmas, que é trazida pela implantação de novas tecnologias”, comenta Giseli.   

A plataforma Sienge é um software para a gestão de empresas da construção que centraliza os dados da operação com segurança e transparência para a tomada de decisão. Desenvolvido para operar 100% web, a Sienge pode ser acessada por computadores e dispositivos móveis em qualquer lugar, no escritório, nas obras, no estande de vendas ou em viagens.   

Outro fator que a tecnologia proporciona é a segurança nos canteiros de obras e a redução de desperdícios de materiais. “Temos uma solução que resolve dois problemas de segurança: a prevenção de furtos e roubos e o controle do estoque de materiais. O rastreamento de materiais de alto valor é feito com etiquetas que registram, desde o momento que o material entra no canteiro de obras até tarjetas ou QRCodes que são utilizados em pequenos materiais”, explica a lead Product Manager da Sienge.     

Fundada em 2013, a construtech Ambar nasceu com o propósito de existência de "viver em um mundo onde construir seja fácil com a unificação da jornada de construção", pensa o head of Software na Ambar, Ivan Alberti Andrzejewski. Ele explica que a startup está com o foco voltado para um segundo ciclo de transformação tecnológica do setor de construção. “No primeiro vetor nos concentrarmos na industrialização das obras, com metodologias de pré-fabricação. Agora focamos na digitalização de toda a cadeia de construção”, revela.   

A gestão integrada da obra é possível por meio de uma plataforma única de fácil acesso, que proporciona todas as informações necessárias para o gerenciamento digital de execução da obra. “A solução conta também com um marketplace que conecta as construtoras e os fornecedores. O que pode gerar uma economia de até 30% no ciclo de compras. O canal unificado de informações também promove um nível de aprendizado para os próximos empreendimentos com o histórico de obras anteriores”, diz Andrzejewski.