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Gerenciamento de EPIs e sua importância para a construção civil 

 

Os EPIs têm um papel essencial para garantir a segurança de todos na construção civil. Entenda como as novas tecnologias também impactam esses materiais. 

 

Os Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) são instrumentos essenciais para proteger o trabalhador de ações que podem causar acidentes. Eles são materiais protetivos que atuam diretamente em favor da saúde dos profissionais.  


Para nos ajudar a entender melhor sobre o gerenciamento de EPIs e a sua importância, contamos com a ajuda do gestor executivo de saúde e segurança do trabalho da MRV, José Luiz Esteves da Fonseca, e da gerente de segurança e saúde ocupacional SSO da Tenda, Leila Maria Amarante de Sousa Lacerda. 


Vamos conferir? Continue lendo para se inteirar sobre o tema! 


Leia mais: Questões jurídicas da construção no pós-pandemia 

 

Quais são os EPIs mais utilizados na construção civil 

Os EPIs variam de acordo com a atividade realizada. Mas podemos listar como principais: 

  • Capacete;
  •  Botas;
  • Protetor auricular;
  • Máscaras; 
  • Cinto; 
  • Óculos de proteção;
  • Luvas. 

 

Para Fonseca, "a empresa deve ter controle de definição e compra dos EPIs, avaliando a sua durabilidade, eficiência e conforto. Isso traz economia, reduz de inconvenientes e, o mais importante, preserva a saúde do trabalhador".  

 

Lacerda concorda que o gerenciamento é fundamental para evitar lesões de baixa, média e alta gravidade. Vale ressaltar que, no Brasil, a legislação direciona a responsabilidade do uso desses equipamentos para os contratantes. 

 

Quais são as novas tecnologias para facilitar o gerenciamento e a eficiência dos EPIs 

Com o avanço da tecnologia, há o desenvolvimento de softwares inteligentes que ajudam na gestão do gerenciamento e na eficiência dos EPIs.  

Diversas novas tecnologias foram produzidas para este fim, como a fiscalização e auditoria com drones. Listamos outras inovações que também merecem destaque:  


Vending Machine 

Algumas empresas oferecem as entregas de EPIs por meio de controle com leitura biométrica e QR Code para monitoramento de uso.  


Tecnologias em tecidos 

Existem materiais resistentes a altas temperaturas, abrasão, líquidos e até mesmo vírus. Inclusive, há empresas que fornecem luvas com fios resistentes ao corte, que proporcionam mais equilíbrio entre a proteção e o conforto. 


O que mudou em relação aos EPIs com a Covid-19?

Os trabalhadores da construção civil já estavam acostumados a utilizar equipamentos de proteção. Entretanto, com a pandemia da Covid-19, foi necessário proporcionar mais treinamentos em relação à higienização e à maneira correta de colocar e retirar os EPIs. 


O que pode melhorar em relação aos EPIs? 

Confira o que ainda pode ser aperfeiçoado nos EPIs: 

  • Máscaras de pano: elas não são EPIs. No entanto, agem na prevenção à Covid-19. Por isso, uma ideia interessante é diferenciar os tamanhos e fabricá-las com tecidos que facilitem a respiração. Os ganchos na altura do nariz também podem ser aperfeiçoados para reduzir o embaçamento dos óculos;  
  • Óculos antiembaçantes: por ora, eles ajudam. Entretanto, podem ser melhorados para evitar o embaçamento com ainda mais eficiência. 

 

Como oferecer mais segurança do trabalho para o canteiro de obras 

Primeiramente, é preciso avaliar qual é a função desempenhada pelo colaborador e mapear os riscos aos quais ele está exposto. Somente assim será possível conferir quais são os EPIs mais adequados a fim de promover a sua saúde e integridade física.   

Veja algumas dicas: 


Avalie se os EPIs têm Certificado de Aprovação (CA) 

O CA é uma espécie de "certidão de nascimento" em que o Ministério da Economia (ME) e a Secretaria Especial de Previdência e Trabalho (SEPT) atestam a eficiência e autorização para comercialização.  

"[É preciso] realizar a troca sempre que houver desgaste que comprometa a segurança, mesmo que ainda não tenham atingido vida útil", reforça Lacerda. Vale lembrar que os EPIs têm data de validade, e que os responsáveis pela segurança na obra devem se atentar à vida útil dos materiais. 


Realize treinamentos constantes com os colaboradores 

É essencial promover treinamentos constantes para instruir os colaboradores sobre a utilização dos EPIs, explicando a sua finalidade e aplicabilidade. Também é importante evidenciar a sua obrigatoriedade.  

"O uso contínuo dentro do ambiente de trabalho é uma exigência. As trocas são necessárias de acordo com a recomendação do fabricante e os desgastes pelo uso e pela vida útil", ressalta Fonseca. 


Como a Internet das Coisas (IoT) pode otimizar os EPIs? 

A Transformação Digital veio para ficar. Com isso, surgiu a IoT, que embora ainda esteja em desenvolvimento na área da construção civil, traz diversos benefícios para otimizar algumas tarefas.  

Entenda o que ainda pode ser desenvolvido e aperfeiçoado para trazer mais segurança do trabalho com a ajuda da IoT. 


Emitir alertas para áreas de risco 

A sinalização de áreas de risco é muito importante. "Os equipamentos com IoT emitem alertas sonoros indicando que o colaborador está adentrando áreas com restrições de acesso para funções às quais ele não está qualificado", reforça Fonseca. 


Diminuir a burocracia 

Uma das grandes dificuldades é manter toda a papelada em dia e controlar os EPIs da empresa, verificando sua validade, bom estado e manutenção. Afinal, a legislação da construção civil é extensa e, muitas vezes, é inviável ter todo o controle apenas por meio de documentos impressos.  

Nesse sentido, Lacerda relata: "Existem softwares com controle de portaria via identificação digital, que relacionam se todas as documentações referentes ao EPI estão atualizadas e de acordo com o que pede a legislação".  

Dessa maneira, a IoT pode auxiliar diminuindo a burocracia graças a processos automatizados. 


Controlar o uso de EPIs nas obras 

Por mais que a empresa treine e oriente os colaboradores a utilizarem os equipamentos, na correria do dia a dia, às vezes fica difícil controlar se alguém negligencia o uso de algum deles.  

"A IoT pode transmitir informações em tempo real sobre o uso correto dos equipamentos, uma situação de risco na obra e a localização do profissional no canteiro", conta Lacerda.  

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