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Financiamento para construção e crédito imobiliário: mitos e verdades 

 

Que tal aprender mais sobre financiamento para construção e crédito imobiliário? Confira alguns mitos e verdades sobre essa temática. 

 

Segundo a Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), os empréstimos destinados à aquisição e construção de imóveis atingiram R$ 65,9 bilhões. Isso representa uma alta de 42% em relação ao mesmo período em 2019.  

Esses dados apontam que o setor de financiamento para construção e crédito imobiliário está bem aquecido.  

Além disso, de acordo com o Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), os financiamentos imobiliários atingiram R$ 11,7 bilhões em agosto de 2020 — um crescimento de 8,3% em relação a julho.   

Sendo assim, podemos notar que o país começa a dar sinais de recuperação e busca uma retomada mais intensa com o eventual fim da pandemia. Vamos entender mais sobre o assunto? Continue conosco! 


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Mitos e verdades sobre financiamento para construção 

Existem diversos mitos e verdades que permeiam o universo do financiamento para construção e crédito imobiliário. Confira, a seguir, quais são os principais. 

  • Alugar é muito melhor do que comprar um imóvel 

Mito. Claro, é sempre necessário avaliar com calma a sua situação e colocar tudo na ponta do lápis, garantindo um ótimo planejamento financeiro. No entanto, algumas pessoas pensam que faz mais sentido alugar do que comprar em todas as situações.  Para Miguel Taino, Chief Growth Officer da Pontte, "se você sabe onde quer morar, os juros para a aquisição de um imóvel tendem a ser muito mais baixos do que o valor cobrado em um aluguel. Se fizer uma conta, não vale a pena alugar". 

  • É preciso ficar atento às taxas de juros 

Verdade. É muito importante pesquisar com calma todas as possibilidades e prestar atenção nas taxas de juros.  

Mais do que isso, o Diretor Comercial do Banco Bari, Luiz Menezes, ressalta que é preciso ter atenção com os custos a serem incorridos na transação, tais como seguros e taxas de avaliação e administração.  

Para ele, "é preciso entender, no final das contas, qual é o Custo Efetivo Total [CET] de toda a operação". 

  • Você vai conviver com um financiamento pelo resto da sua vida 

Mito. Claro, sabemos que existem alguns financiamentos mais longos, em que a pessoa paga as parcelas em 20 ou 30 anos.  

Entretanto, Menezes conta que geralmente esses financiamentos são quitados antes mesmo de completarem 15 anos.

  • Há grande facilidade em conseguir financiamento para construção  

Verdade. Há diversas possibilidades, como:  

- Pagar o financiamento para construção em um longo prazo; 
- Utilizar recursos como o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS); 
- Encontrar taxas de juros bem abaixo de 1,00% ao mês;  
- Ter facilidade para a liberação do crédito. 


Taino ainda ressalta que as fintechs têm uma vantagem extra nas operações de financiamento, pois elas não exigem que os clientes abram conta em uma instituição financeira específica. 

 

  • Há diversas opções de financiamento 

Verdade. O cliente conta com diversas alternativas, pois os bancos fazem de tudo para conquistá-lo.  

Dessa forma, apresentam condições especiais para que o consumidor se fidelize e tenha um relacionamento mais próximo com a instituição.  

Inclusive, o cliente pode adquirir outros produtos, como previdência, cartão de crédito, seguros, etc.  

 

Mudanças que ainda podem impactar o setor 

Sabemos que muitas coisas mudaram nos últimos anos. No entanto, há a expectativa de que mudem ainda mais, principalmente em relação ao oferecimento de alternativas aos clientes por meio de bancos digitais e fintechs.  

Inclusive, as fintechs são boas mudanças que impactam o setor. "Elas usam algoritmos que permitem uma análise de crédito mais rápida e justa. 

Ainda proporcionam uma experiência melhor e mais inclusiva ao tomador do crédito", ressalta Taino.  

Entretanto, elas ainda não têm acesso aos recursos do SBPE. Dessa maneira, muitas vezes não conseguem ser financeiramente tão competitivas quanto os grandes bancos — então, isso ainda precisa ser aperfeiçoado.  

Complementando, Menezes ressalta que existem diversas mudanças que acontecem desde 2019, principalmente depois que o Banco Central autorizou os bancos a operarem com outros indexadores.  

"No que diz respeito às taxas, aos indexadores e aos prazos, alguns bancos já lançaram produtos que seguem a variação da poupança. Assim, os clientes passam a ter mais possibilidades", diz ele. 


Dicas para solicitar um financiamento para construção ou crédito imobiliário  

O primeiro aspecto que você precisa ter em mente é que é muito importante ter um bom planejamento. É preciso avaliar todas as condições oferecidas no mercado e apostar na que apresenta o melhor custo-benefício.  

Além disso, é necessário pesquisar sobre o assunto para não se precipitar na hora de apostar em um financiamento. Menezes ressalta a importância de avaliar com cuidado todas as opções: "Ao adquirir um imóvel, o cliente está comprando o bem mais valioso da sua vida e firmando um compromisso e uma dívida de longo prazo".  

Portanto, o grande segredo é se informar ao máximo e comparar todas as alternativas. Por exemplo, as grandes instituições costumam oferecer taxas de juros mais baixas. Já as fintechs têm mais flexibilidade e são menos rigorosas.  

Para Taino, "é questão de buscar uma empresa que proporcione uma boa experiência e ajude a conquistar o sonho da casa própria".  

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