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Construção debate perspectivas para os cenários político e econômico

 

Em comemoração ao aniversário de 76 anos do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado do Paraná (Sinduscon-PR), o sindicato realizou mais uma live nesta terça-feira (2) para tratar de assuntos de interesse do setor. Com a participação do presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), José Carlos Martins, o debate moderado pelo presidente do Sinduscon-PR, Rodrigo Assis, foi sobre o tema ‘Panorama da indústria da construção e as perspectivas para o cenário político e macroeconômico nacional’.

Sobre a expectativa de desempenho do PIB Brasil para 2020, cuja previsão divulgada ontem (1º) pela Pesquisa Focus do Banco Central é de -6,25%, o economista Raul Velloso ressaltou que, diante do momento difícil e inédito provocado pela pandemia do novo coronavírus, o País terá a menor taxa de toda a série estatística. “Temos que discutir como crescer mais após a Covid-19 e o que fazer numa perspectiva de crescimento”.

Para Raul Velloso, o País terá que investir para poder crescer, mas o desafio é que o investimento não será com orçamento público e nem com recursos externos, mas terá que ser com recurso interno, privado”, diz, completando que a trajetória de crescimento da economia será algo parecido com ‘W’ e não com ‘V’, como defende o ministro da Economia, Fernando Guedes.

Segundo o economista, a questão fiscal é a razão pela qual a expectativa dos investidores externos não é boa. Velloso defende que o déficit precisa ser equacionado para sobrar espaço no orçamento para o setor público investir. “A esperança é que há ativo financeiro aplicado em título público que pode ser mobilizado e aplicado em projetos de infraestrutura do setor privado”, mencionou.

Ao analisar o cenário político, o cientista político Leonardo Barreto destacou que o cenário atual é favorável ao presidente Jair Bolsonaro. “De dois meses para cá, o governo tem adotado medidas defensivas do ponto de vista político”, frisou, citando três delas: a aliança com o Centrão, a tentativa de composição com os governadores, e a redução da participação do presidente nas manifestações.

“Bolsonaro consolidou uma defesa política muito importante. Na economia, pressionou o ministro Paulo Guedes a tentar dar uma resposta anticíclica e procurou o Centrão para proteger seu próprio mandato, mas o momento de tensionamento envolve muito riscos. Há uma tentativa de caracterização do presidente de que ele não é democrata. Temos uma Brasília onde o pessoal está caprichando em brincar de ‘jogos de guerra’. Isso explica um pouco o governo estar acomodado, mas publicamente na iminência de que algo aconteça”.


A nova indústria da construção pós-Covid-19

O presidente da CBIC, José Carlos Martins, destacou que o País não sai do buraco se não for pelo investimento e que haverá um grau de priorização para pegar os recursos. “Acredito demais no setor da construção, porque só ele tem a saída. A indústria da construção impacta 97 setores da economia”, afirma.

Ao comentar os recentes resultados do PIB da Construção, dos indicadores imobiliários, do Caged e da PNAD, ressaltou que a informalidade no setor caiu, o que reforça que quem sustentou o emprego foi a construção formal.

“O momento atual é muito difícil para todos, precisamos estar unidos, preparados e confiantes de que o setor tem que estar bem, para o Brasil estar bem”, defende o executivo.

O presidente do Sinduscon-PR, Rodrigo Assis, reforçou a importância da união do setor, grande responsável pelo impulsionamento do PIB nacional.


Fonte: Site CBIC